terça-feira, 9 de março de 2010

Como integrar autistas com não autistas


Formar grupos com pelo menos um não autista para cada autista para encontros de 20 minutos três vezes por semana. O ideal é que o companheiro não autista tenha ou mais anos de idade. Após a atividade o grupo lancha junto.


Deve ser feito um programa de prioridades a serem trabalhadas para cada autista (ex. permitir a proximidade de outros, aprender a participar de uma roda). A família deve trabalhar concomitantemente no mesmo objetivo.

Desenvolver atividades muito interessantes, sempre com novidades para promover um ambiente especialmente positivo para todos. Deve haver uma rotina nas atividades. Dar prioridade para atividade que requeira a participação de todos (formar grupos com a mesma tatuagem ou colante na roupa ou formar um ônibus com os participantes). Deve-se evitar tarefas que exijam linguagem complexa ou coordenação motora fina.


O adulto interfere na atividade através de modificações do ambiente (manter um espaço limitado; identificar visualmente onde devem ficar) ou por dicas dadas para a criança não autista.
Ø Combinar antecipadamente com todos os participantes e familiares qual o tema do próximo encontro (ex. todos devem usar sua core preferida ou todos devem trazer algum objeto relacionado com páscoa / natal). A família deve estimular o assunto até o próximo encontro.

Orientação para crianças não autistas que convivem com autistas
Explicar que existem crianças que querem brincar com outras crianças mas que não sabem como fazer isto. Elas não sabem como fazer amigos e não sabem falar muito bem. Por isto elas precisam de ajuda.

Provavelmente as crianças dirão quem são estas crianças na turma.

Orientar para caso eles vejam que esta criança está sozinha durante uma atividade ou recreio, podem tentar pegá-la pela mão para trazê-la até o grupo. Mas que é importante ser persistente pois a criança pode não responder prontamente.

Para brincar com esta criança o ideal é tentar fazer inicialmente a mesma coisa que ela estiver fazendo e aos poucos tentar ir mudando para algo diferente que você quer fazer
Falar devagar e com frases curtas. Brinque falando o que você está fazendo e o que pretende fazer.
Oriente a ignorar os comportamentos estranhos como as estereotipias ou os gritos.
Tratamento
Infelizmente não existe um tratamento curativo para o autismo.
Sabe-se hoje que algumas técnicas comportamentais e educacionais trazem beneficio quando iniciadas precocemente. O ideal e que tais intervenções sejam iniciadas antes dos quatro anos de idade.
Neste contexto, o papel da escola é fundamental. É neste momento que a criança tem contato natural com outras crianças. O ideal é que a criança freqüente uma escola regular onde as outras crianças não apresentam as dificuldades de comunicação e sociabilidade que a criança do espectro autístico apresenta.
Porém, não basta colocá-la no grupo. Sem intervenção adequada, a criança tende a permanecer isolada, sem dirigir a atenção para a atividade e se auto-estimulando com objetos ou brincadeiras repetitivas.
O ideal é a criança estar na escola regular com a presença de um facilitador.
Papel do Facilitador
O papel do facilitador é funcionar como intermediário nas questões sociais e de linguagem. O objetivo é ensinar para a criança com sintomas do espectro autístico como participar das atividades sociais, como se relacionar com crianças da sua idade e o que se espera dela em cada situação. Em alguns momentos é necessário traduzir a informação auditiva (ordens verbais) em informações visuais, apontando ou mostrando figuras relacionadas com o que foi dito.

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